
|
"Se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens e dá aos pobres, e terás um tesouro nos céus. Depois, vem e segue-me". (Mt 19, 21) |
|
"A Regra e a vida dos Frades Menores é esta: observar o santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, vivendo em obediência, ao próximo e em castidade". (Regra, 1) |
A acentuação diversificada desses dois aspectos, fraternidade e pobreza, deu origem às disputas acerca das formas históricas de concretização do ideal primitivo, e resultou em três ramos dentro da chamada Primeira Ordem Franciscana:
OFMConv.
OFMCap.
(OFM)
Frades Menores (Observantes)
acrescentou-se, depois, a
como quarto ramo franciscano masculino.
Os primeiros franciscanos chegaram a Portugal em 1217. Foram Fr. Zacarias e Fr. Gualter, que ainda hoje dá nome às festas da cidade de Guimarães. As primeiras fraternidades apareceram em Lisboa, Alenquer, Coimbra e Guimarães. Até 1272 implantaram-se 17 comunidades, sob a dependência da Província de S. Tiago, com sede no norte de Espanha.
Com o cisma do Ocidente, em 1384, a Província de S. Tiago ficou dividida, com uns conventos a obedecerem ao Papa de Roma e outros ao Papa de Avinhão. Os conventos portugueses e alguns de Espanha mantiveram-se fieis a Roma. Assim começou por haver duas províncias de S. Tiago, uma com sede em Portugal, fiel a Roma, e outra com sede em Espanha, fiel ao Papa de Avinhão. Em 1407 passou a haver um Ministro da Ordem de São Francisco em Portugal, com selo próprio, e só em 1421 Fr. Gil Lobo usou o título de Ministro Provincial de Portugal.
Até 1834 a fundação de comunidades franciscanas não parou de crescer. Quando em 1834 se decreta a extinção das Ordens religiosas em Portugal, havia cerca de 200 conventos franciscanos, com perto de 4500 religiosos.
Entre 1834 e 1861 a vida conventual franciscana em Portugal desapareceu. Foi nesse ano que Fr. Joaquim do Espírito Santo, sacerdote, que em 1834 pertencia à comunidade de Varatojo, comprou o convento e a Igreja ao Conde Barão de Moncorvo. A escritura foi assinada a 24 de dezembro de 1860, mas o auto de posse só se realizou no Convento de Varatojo a 16 de Fevereiro de 1861. De todos os conventos existentes em Portugal, o Convento de Varatojo foi o único que foi restituído ao seu antigo apostolado.
Foi a partir do Convento de Varatojo que se restaurou a Província de Portugal dos Santos Mártires de Marrocos, cuja criação foi proclamada a 18 de Novembro de 1891 no convento de São Bernardino, na Atouguia da Baleia e no Convento de Varatojo no dia seguinte.
Até 1910, salvo o ano de 1901, quando por algum tempo as comunidades religiosas foram intimidadas a dispersar, não houve problemas para as comunidades religiosas. A República, instalada em 1910, trouxe nova perseguição para as comunidades religiosas. Durante alguns anos os franciscanos transferiram para a Espanha todas as estruturas de formação. Só em 1940 foram transferidos para Portugal os sectores da formação que funcionavam na Galiza, nos Conventos de Santo António de Tuy e em Vilariño de la Ramallosa.
Os franciscanos em Portugal estão, actualmente, constituídos em 17 comunidades em Portugal continental, na Madeira e nos Açores. Um grupo de franciscanos trabalha nas Missões de Moçambique desde 1898 e na Guiné desde 1932.